"já fazem duas semanas desde o surto do vírus A-09, as mortes já passam de 4 milhões" dizia a TV, o quarto estava mal iluminado, com as persianas fechadas, havia estantes cheias de livros por todo o local, Marina havia pego um desses livros ontem e lia fervorosamente, tentei escolher um livro para ler também, mas essa sensação não saia de meu peito,"as portas já estão estão bem trancadas" dissera Carlos, antes de se retirar ao andar de cima, no primeiro andar da biblioteca só ficamos eu e marina, meu nome é giovani dos santos, meu grupo contem 3 pessoas, marina Beckerman, uma pessoa de altura mediana, 15 anos, pele de cor parda, cabelos longos e coloridos com um azul desbotado com amarelo, Carlos, um homem alto, com uma barba desgrenhe da e cabelos longos e lisos que lhe caem os ombros,uma pessoa com muculos definidos, carregava com sigo uma pistola que usava em seu trabalho de policial, moramos em Belém, uma cidade grande e movimentada, ainda me lembro do frenesi que foi durante os primeiros meses após o apocalipse, foi fácil arranjar uma arma, tínhamos a pistola de carlos, um revolver que pegamos de um corpo na rua, e um rifle de caça que conseguimos pegar de uma loja de caça e pesca, também estávamos fazendo um arco com canos de pvc e fio encerado, mas não ouve tempo de trançar as cordas, e levamos ele na bolsa, agora que penso nisso, havia um tempo que nós não víamos os infectados,
eu estava começando a pegar no sono quando quando marina vei falar comigo:
—giovani, 'cê tá acordado ?— ela disse com sua voz fina
—sim eu to— eu respondi calmamente
—você não acha estranho o silencio que anda nas ruas ultimamente ?—ela me perguntou enquanto olhava em meus olhos.
—desde que não haja infectados, para min está ótimo— eu disse com um sorriso de leve no rosto.
marina carregava uma expressão seria em seu rosto
—mas isso não é normal, eu acho que há alguma coisa errada lá fora, não consigo parar de imaginar aquelas coisas entrando pelas portas e jane-
—HEY!— eu disse em um tom mais alto
—nós trancamos muito bem as portas —eu disse com uma expressão forte em meu rosto enquanto segurava nos braços de marina.
—nada de errado vai acontecer, ok?—
—ok— repetiu marina
percebi que seu corpo estava quase colado no meu e, um pouco embaraçado, soltei os braços dela.
—vá dormir marina, quem sabe amanhã agente não acha um cachorro, hã ?—
—tudo bem— disse marina
—ha!, giovani ?—
—sim ?—eu lhe perguntei
—obrigado— ela disse e se voltou ao lugar onde estava sua mochila e seu livro
começei a fechar lentamente meus olhos, quando carlos entrou rapidamente no quarto,
—temos problemas, é melhor vocês verem isso— disse ele repentinamente
—oque foi ?— eu lhe perguntei
—olhe pelas frestas das tabuas ná janela— ele me disse
eu olhei para a rua, e lá estava, uma horda, passando pela frente da loja de livros,
—fiquem quietos— eu sussurrei a eles
—vamos por aqui— eu disse apontado a porta para a garagem