E naquela noite nebulosa ela foi, sem olhar para trás ou pensar duas vezes, deixou o copo de cerveja gelada pela metade, não teve dúvidas de que iria partir. A acompanhei até em casa, pensando em tudo de errado que tinha dito pra ela naquela noite, todas as besteiras e todos os erros que havia cometido em uma simples conversa. Acabei ferindo-a com minhas próprias palavras sem ao menos perceber o que tinha feito. Todo aquele pensamento que tive no caminho parecia martelar cada vez mais forte em minha mente e eu me perguntava cada vez mais o porquê de eu ter dito o que disse. No meio do caminho percebo que meu pensamento mais forte era apenas um: "E se alguma coisa ruim acontecer? Eu nunca mais terei a chance de me desculpar, de falar que errei. Eu nunca mais poderei ter seu perdão, seu amor de volta". Por um breve momento eu tinha congelado e uma lágrima já havia descido pelo meu rosto. Ao final do caminho ela até se despediu de mim, e eu voltei a me desculpar mesmo sabendo que o que eu havia dito não poderia ser retirado, que a ferida já havia sido feita.
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