Me perdoem os leitores, mas meus textos costumam ser egoístas. Talvez se deva ao motivo das palavras me amparem quando não tenho ouvidos pra me escutar. Ninguém me escuta tão bem quanto eu. Eu não me atropelo e critico. Eu espero e depois comento. Eu não sou uma narcisista que acha que não precisa de ninguém, eu apenas não encontro quem se importe. Eu sou quem ouve e ajuda, mas raramente perguntam sobre mim. De qualquer maneira, eu responderia apenas "estou bem.". Eu falo pra quem se interessa em me ouvir. Pra quê gastar saliva com quem vai ouvir minha história e sair contando ela? Me escondo nas palavras. E espero alguém me encontrar e descobrir quem eu sou. Boa sorte pra essa pessoa, pois faz anos que mergulho nas minhas palavras pra me descobrir. Eu sou uma metamorfose ambulante.
Sou eternamente grata por ter essa paixão por escrever. O que seria de mim sem as palavras? Ah, elas são minhas companhias em dias solitários, são minhas lembranças em dias bons. Escrevo porque preciso. Elas cuidam da minha loucura melhor que terapeuta. Admiro quem sabe usá-las. E meu sonho é um dia ter quem goste de me ler. Porque qualquer coisa que eu escrevo reflete o meu eu.