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Mãe Eterna

Alegria não é tocar Ivete no clarinete
Isso é um prazer
Que tem o ‘p’ do verbo passar

Alegria é sorriso
Sorrir e só rir
Desse ‘s’ que lembra saudade

Saudade da infância,
Dos circos e intrigas,
E da escola
dos primeiros anos

Até do videogame antigo,
Das horas e horas jogando
E do maldito tempo de castigo

Alegria é ter alguém para chamar à noite,
Fofocar nas tardes,
Compartilhar o dia

Ser alegre é ter companhia,
Um outro par de pés
Para caminhar nas calçadas
E longas estradas da vida

Para deixar pegadas
na areia da praia,
da praça, do thermas
e do quintal

Alegria é ter vontade,
Fazer um bolo bem gostoso
Com sabor de cenoura
E cobertura de chocolate

Por isso eu disse:
Alegria não é tocar Ivete no clarinete
É ter alguém para ouvir

Ter alguém com vontade
Alguém que sorri
Sorri de verdade

E verdadeiramente faz de si
A melhor amiga
Que um filho precise

Ser alegre é ter companhia
Alguém pra falar, chorar,
fazer miojo com molho tarê
e passar a tarde com você

Alegria é ter mãe, terna companhia
Dona dum mesmo ‘a’
Do velho verbo amar

O amor de ontem,
hoje, amanhã
Que governa na terra
do meu coração

O amor de uma mãe eterna

Para sempre feliz,
Para sempre bela

Esse amar que é só dela